Eneida Sanches
Coleção Risco Imanente
Desenho e Gravura Eneida Sanches
curadoria Claudinei Roberto
Editora Instituto Çarê; Letra da Cidade
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O livro
A artista baiana Eneida Sanches explora elementos litúrgicos, visuais e transcendentes do Candomblé. Nesse sentido, sua prática é calcada no desenho e na gravura, mas se expande para o objeto, o vídeo e a instalação. Agora, sua obra dá corpo ao segundo volume da coleção Risco Imanente, dedicada a artistas que têm no desenho seu universo de referência.
Além de trabalhos selecionados, o livro traz um ensaio do curador Claudinei Roberto da Silva. Nele, o autor analisa a produção da artista e, sobretudo, trata da ancestralidade que dá a ela “régua e compasso”. Assim, Eneida pode estabelecer “um diálogo crítico entre o saber de matriz europeia, academicamente assimilado, e outros, nascidos de sua relação umbilical com a cultura de matriz africana”.
Esta é a primeira publicação dedicada a Eneida Sanches, que representou o Brasil na Trienal de Luanda e na Bienal do Fim do Mundo, entre outras coletivas importantes. Dessa forma, o livro reafirma a missão do Instituto Çarê de iluminar produções brasileiras relevantes e abrir campos de contato e troca.
A artista
Eneida Sanches (Salvador, 1962) é artista, curadora e educadora, com formação em arquitetura e belas-artes. Desde os anos 1980, desenvolve uma pesquisa visual calcada no universo transcendente e nos elementos ritualísticos do Candomblé de origem iorubá.
Inicialmente, sua prática teve duas bases: a gravura em metal, que estudou nas oficinas do Museu de Arte Moderna da Bahia, e a ourivesaria, que acolhe a delicadeza de seu desenho. Posteriormente, a partir de 2000, passou a trabalhar a gravura em um campo expandido, como base de objetos, instalações e videoinstalações.
Recebeu prêmio no 24º Salão de Artes MAM Bahia, em 2007, e foi indicada ao prêmio PIPA em 2014. Além disso, expôs em galerias e museus no Brasil e no exterior. Entre outras mostras, participou da Trienal de Luanda (2010), da Bienal de Gaia (Porto, 2016), da 12ª Bienal do Mercosul (2020) e do 37º Panorama da Arte Brasileira (MAM/SP, 2022).
Seus trabalhos também integram os acervos do Centro Cultural do Caribe e do Museu de Arte Africana (Nova York), do Instituto Smithsonian (Washington) e do Museu de Arte Moderna da Bahia (Salvador).
O curador
Claudinei Roberto da Silva (São Paulo, 1963) é artista visual e curador. Atualmente, é professor de educação artística do Departamento de Arte da Universidade de São Paulo.
Foi curador da exposição Pretatitude: insurgência, emergência e afirmação na arte afro-brasileira contemporânea (São Carlos, Ribeirão Preto e São Paulo, 2018). Também foi curador-adjunto da série Risco#1: arte como trabalho, Risco#2: paisagem e Risco#3: ausência, memória, no Sesc Belenzinho (2012), e cocurador da 13ª Bienal Naïfs do Brasil, no Sesc Piracicaba (2016).
Além disso, em 2011, foi bolsista do programa International Visitor Leadership, do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Na área de educação, foi subcoordenador do educativo da 27ª Bienal de São Paulo (2007) e coordenador de educação no Museu Afro Brasil (2010–2013).
Para adquirir o livro de Eneida Sanches, escreva para vendas@institutocare.org.br. Conheça também outros títulos do selo Letra da Cidade.
Idioma: Português
Ano: 2026
Cidade: São Paulo
76 páginas
ISBN: 978-65-998062-5-4
Preço: 60,00